31 outubro 2008
29 outubro 2008
Painted Black
Os portugueses Painted Black, originários da Covilhã, "sediados", hoje em dia, em Lisboa, serão a próxima banda a ser entrevistada pelo Melomanologia. Luís Fazendeiro, guitarrista deste (tão) promissor grupo será o porta-voz da banda, portanto, fiquem atentos e vão dando uma olhada (ou uma audição).20 outubro 2008
Judas Priest, Megadeth e Testament
Foi hoje confirmado que a digressão Priest Feast passará por Portugal, a 17 de Março do próximo ano, no Pavilhão Atlântico. Então, para o ano, vamos poder presenciar três grandes nomes do Metal: Judas Priest (com Nostradamus na calha), os Megadeth de Dave Mustaine e Testament (com o recém-lançado Formation Of Damnation).17 outubro 2008
Metallica
Os Norte-Americanos têm vindo a anunciar várias datas para concertos na Europa, inseridos na digressão World Magnetic, que visa promover o seu recente Death Magnetic. Cidades como Madrid e Paris já forma confirmadas, contudo, Portugal ainda não foi incluído. Como bandas de abertura, foram anunciadas Machine Head e The Sword (Estocolmo, Paris, Bélgica e Viena) e Lamb Of God e Mastodon (para o resto das datas).12 outubro 2008
06 outubro 2008
01 outubro 2008
30 setembro 2008
26 setembro 2008
22 setembro 2008
Revolting Breed
Os gregos Revolting Breed, a nova promessa do Thrashcore, como anunciado, concederam uma entrevista ao Melomanologia, na qual se encontra tudo sobre a cena metal na Grécia, o combustível que move a banda e as razões porque ainda se faz música por gosto.LAF - How's the Metal scene in Greece?
Alexander - There is a big number of underground bands [appearing in] the last years and several of them worth people's attention. But their existence is based mainly in local-town gigs and some demo releases. So it's very difficult for them to reach non-Greek ears. We also suffer from many quality issues: bad studios, bad producers, bad live sound and above all a wrong (actually non existent) perspective about the do it on you own logic. The whole situation is considered non profitable from the labels so their only "way out" has become the web.
Paulo Lemos - Do you have social or political ideals? What are they?
A - Of course we have. We think that each one of us on this planet has a consciousness that uses for everything he feels and does in his life. Breathing is a choice, loving is a choice, hating is a choice, closing your eyes or fighting against is another choice... There is no excuse. All your actions have a political, ethical and social dimension.
LAF - What are the bands that influence Revolting Breed?
A - Each one of us listens to a bunch of different stuff but Revolting Breed is the outcome of bands like At The Gates, The Haunted and the whole Swedish sound [Death Metal Melódico, principalmente], Lamb of God, Machine Head and also some death, punk or hardcore stuff...
LAF - Are you guys giving regular shows in Greece? Have you manage to play outside Greece?
A - The last four years that we’re together we’ve played in several cities in Greece. But we haven't done anything outside our country. Without a label, promoter, manager or whatever... is very difficult to arrange something like that. It can only happen with small bands in small places and when you have a small pocket is even more difficult with the transportation and accommodation issues. It needs a lot of time, effort, e-mails and probably money to do this.
But we definitely want to try to schedule it sometime in the near future!
LAF - Why did you liberate your album for free on the internet?
A - From the very beginning we never thought Revolting Breed to be a source of money or profit for us. We even considered to distribute our album for free. We finally decided to ask for a small 5 euro help [risos] for the production costs and for ensuring better circumstances for our future work! We use the money for better studio, live and recording equipment. As for the internet we give our music to the people for free and we just expect them to appreciate it!Who ever wants to support us can easily order our CD directly from us. Unfortunately we don't have any distribution deals with independent labels for now except one or two I think...
LAF - Lots of people consider Rise Against as one of the finest debut albums ever. Were you aware of that when you released it?
A - No, and we still believe the same thing... [risos]. We just did our best in playing, recording and producing our music. I'm sure there is a lot of bands out there who do the same and much better. And it's important to search and discover all these bands that didn't have
the "luck" of having a multinational label behind them...
LAF - Are you guys working on new material? Is there a new Revolting Breed album to be released?
A - Actually yes! We are in the middle of composing and arranging new songs. We hope that there will be a new album within the next year. We will probably do the production and mixing process completely on our own this time so it maybe take a little longer than usual. [ :) ]
LAF - Is Rise Against the first of a succession of great albums?
A - [Risos] We really can't say. We will be more than happy to know that some people think of us this way!! If we have the time and will to play together for some more years, be sure that we will do our best both in albums and live gigs to make ourselves and all those listening to Revolting Breed having a great time!!
LAF - Do you want to add something else?
A - We just want to thank you for the obvious support that you're showing us!! Just do the same for all these bands out there doing things on their own not because they can't otherwise but because they choose not to. We hope to see you some time in a live gig! Thanks again! Rise And Revolt!
20 setembro 2008
Scars On Broadway
12 setembro 2008
Metallica
Data de Lançamento: 12/09/2008
Label:
Warner Bros, Vertigo, Mercury, UniversalAlinhamento:
1. That Was Just Your Life
2. The End Of The Line
3. Broken, Beat & Scarred
4. The Day That Never Comes
5. All Nightmare Long
6. Cyanide
7. The Unforgive III
8. The Judas Kiss
9. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse
O nono álbum de estúdio da banda de São Francisco veio envolto numa ond… num tsunami de hype, muito por causa do site Mission: Metallica. Este hype criou grande expectativa em relação a este lançamento, mas tirou toda a sua surpresa. No momento em que o álbum vazou para a net, já se conheciam Cyanide, The Day That Never Comes e My Apocalypse, sem contar com dezenas de riffs, excertos de letras, secções de bateria, etc… tudo cortesia do tal site. Se tivermos em conta que houve quem esperou até à data de lançamento oficial para o ouvir, estas pessoas já conheciam oficialmente 6 temas, juntando-se aos três anteriores All Nightmare Long, The Judas Kiss e Broken, Beat & Scarred.
Os Metallica, graças a St. Anger decidiram de vez recuperar a sua sonoridade old-school, fazendo um trabalho mais rápido, mais sujo, com solos com fartura. Rick Rubin é famoso por recuperar a essência das bandas que produz, talvez por isso, Bob Rock fora substituído por ele.
Antes de avançar para as músicas em si, gostava de dizer que, apesar de gostar muito do conceito que está na origem do nome do álbum e consequentes músicas, não estou propriamente contente com o título e a capa. Mas o que interessa aqui é a música, certo? O St. Anger tem uma capa bestial, um nome ainda melhor, mas é dos momentos mais fracos da banda (apesar de ser grande álbum).
Quando ouvi o álbum pela primeira vez, apesar de já familiarizado com muitas coisas, fiquei espantado. E tive razões para isso: o single The Day That Never Comes já rodava abundantemente e tinha sido anunciado por Lars que era um dos momentos mais fortes do disco, juntamente com The Unforgiven III, logo, fiquei de pé atrás. Segundo: Cyanide já tinha sido apresentada e não era propriamente aquilo que eu estava à espera de ouvir. Só My Apocalypse mantinha a excitação viva. Então, quando me meti a ouvir o álbum de inicio ao fim, fiquei rendido, porque os melhores momentos do álbum não estão em The Day That Never Comes ou Cyanide, mas sim na My Apocalypse, Broken Beat & Scarred, All Nightmare Long e The Judas Kiss.
Death Magnetic recupera a progressividade do …And Justice For All, mas, acima de tudo, recupera a agressividade dos quatro primeiros trabalhos, adicionando-lhe alguns toques de modernidade. Death Magnetic parece um álbum gravado ao vivo, capta toda a energia do quarteto, e isso é o que se pretende num álbum. Aqui há, desde Kill’em All ao Black Album, passando pelos Load e Re-Load, e até, St. Anger. Há riffs brutais. Há solos rápidos, loucos, melódicos. Há garra. Há grandes composições que fogem, completamente ao verso-refrão – solo - verso, em virtude de introdução arrastada-verso-refrão-verso-jam-solo-refrão. Há boas letras. Há, no fundo, mais um clássico.
A abertura do álbum é absolutamente explosiva, com That Was Just Your Life, The End Of The Line e Broken, Beat & Scarred, seguindo-se a progressiva e One sound-alike The Day That Never Comes, o primeiro single.
A abertura do álbum dá-se com um pulsar de coração. That Was Just Your Life é uma abertura perfeita para ilustrar o que vem a seguir no álbum.
The End Of The Line tem aquele toque funk do baixo de Trujillo, rebuscando o riff da New Song (temporariamente nomeada como Death Is Not The End); tem das melhores bridges dos Metallica, fazendo lembrar qualquer coisa de Load e Re-Load. E aquela entrada para os wha’s do solo do Kirk…!
Broken Beat and Scarred é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores músicas deste Death Magnetic: grandes riffs, grande solo, grandes vocalizações de Hetfield e grande letra. Todo o seu Groove leva às notáveis semelhanças a Rage Against The Machine. “We Die Hard!”.
The Day That Never Comes está dividida em duas partes distintas. A parte melódica e a parte agressiva. Os dedilhados iniciais, bem à boa maneira de James Hetfield, prevê-se que venham a ser imitados ao nível de uma Unforgiven ou Fade To Black. A segunda parte, sempre progressiva, tem o cume nos rápidos solos de Kirk, que, a dado momento, se transformam em twin-solos fantásticos, levando a um final brutal.
All Nightmare Long é o segundo grande momento deste álbum. Uma introdução da cortesia do senhor Robert Trujillo precede a uma sequência de riffs avassaladores, a um refrão catchy (digno das épocas Black Album) e a uns loucos 3 minutos finais. O recuperar de fôlego que se ouve aos 6.54m é daquelas coisas que faz valer uma música.
Cyanide, quanto a mim, foi um tiro ao lado. Não é uma música má, mas não consegue competir com nenhuma das mais pesadas de Death Magnetic. Devem ter guardado na gaveta músicas bem melhores que esta. Veremos nas músicas não editadas. O facto de a música não apresentar um fio condutor, deixa, felizmente, apreciá-la parte por parte.
A Unforgiven III, que tanta gente pôs a salivar, não chega a ser um fracasso total, devido à bela introdução ao piano, à fabulosa letra e à genialidade de Hammet. Pelo facto de não se assemelhar à primeira música, das duas uma: ou tinham-lhe dado outro nome ou não a incluíam num álbum feito de peso.
Após esta não muita bem conseguida reciclagem de um fenómeno lançado em 1991, chega-nos a música que vem completar o pódio: The Judas Kiss é o seu nome. Cheia de quebras de tempo, riffs fabulosos, um grande, grande solo, o que a marca mais é o refrão. A minha favorita.
Suicide & Redemption é um bom instrumental, mas, além de lhe faltar algum sentimento, deixa algo a desejar, pois existem coisas chamadas The Kall Of Ktulu, Orion e To Live Is To Die. Apresenta, contudo, um momento sublime: dos 3.21m aos 5.24m.
O final do álbum chega com My Apocalypse que parece vinda do longínquo 1983. Não destoaria no Kill’ Em All, tem toda a rapidez e veia thrash deste álbum de estreia. My Apocalypse é loucamente rápida, voraz, e possuidora de um momento vertiginoso, que é a preparação para um solo daqueles que deveriam fazer parte de todos os álbuns thrash: “Split apart/Split apart/Split apart/Split/Spit it out!”.
Death Magnetic é a melhor coisa que se fez desde 1991, sendo o melhor álbum dos Metallica em 17 anos, o que se repararmos bem, é qualquer coisa. Abençoados sejam eles (e Rick Rubin)!
08 setembro 2008
Divine Heresy e Revolting Breed
Os norte-americanos Divine Heresy (na foto), banda formada pelo guitarrista dos Fear Factory, tal como os gregos Revolting Breed acederam em fazer uma entrevista para o Melomanologia. Como tal, vou deixar que deixem aqui as vossas perguntas e eu assegurarei que elas chegarão às bandas, juntamente com as minhas. Portanto, deixem nos comentários, até sexta-feira, qualquer coisa que queiram ver respondida por qualquer uma das bandas. Deixem o vosso nome.PS: Quem vai responder às perguntas dos Divine Heresy será o próprio Dino Cazares.
05 setembro 2008
Resposta Simples
Com o recém-lançado álbum de lançamento, Sonho Peregrino, ainda quente, o vocalista e guitarrista dos Resposta Simples, Paulo Lemos (também conhecido como Paulinho dos Açores), fala acerca do álbum, fala sobre esta banda hardcore, do seu futuro, entre outros. Ainda há bandas com espírito.PL - Consigo conciliar sem grande dificuldade. Como a cena alternativa é um meio mais restrito e pequeno, é normal neste movimento as pessoas partilharem duas, três ou mesmo quatro bandas. Os Resposta Simples são uma projecto com mais de meia década de formação e embora estejamos separados (eu estou a estudar em Coimbra e o Tiago e o Gouveia em Vila Real), conseguimos sempre conciliar ao longo destes tempos a nossa actividade profissional e vida social de modo a podermos actuar o máximo número de vezes. Com os Greg The Killer, acabei por usufruir de experiência diferente, pois há já alguns anos que não tinha uma banda cujos membros morassem todos na mesma cidade, neste caso em Coimbra. Temos assim mais possibilidades para ensaiar, dar concertos e gravações já que a nossa mobilidade é mais acessível que a dos Resposta Simples. São diferentes bandas com diferentes espíritos, mas ambas com uma muito boa atitude e sentimento.
LAF - Porquê o título Sonho Peregrino?
PL - O título do álbum foi dado por um amigo meu, Luís Nobre, que é responsável pelas letras dessa canção e do tema "Ofício de Viver". Sentimos que a sua escrita adequava-se à música da nossa banda e daí achamos que seria uma boa aposta conjugarmos os seus poemas com as nossas canções. Resultou muito bem no "Ofício de Viver" e quando lemos o "Sonho Peregrino", achamos que o significado do poema incorporava-se no espírito da banda. O texto fala sobre a nossa submissão à prória vida e a apatia que muitas vezes somos expostos. Estão também inerentes ao poema a confusão e a instropecção que é própria do ser humano. O "Sonho Peregrino" acaba por ter um significado muito pessoal e abstracto, ficando a conclusão ao cuidado de cada um. Recomendo que passem no nosso myspace e que retirem a vossa própria interpretação.
LAF - Foi boa a recepção pelo público a Sonho Peregrino?
PL - Felizmente temos tido uma boa recepção por parte do público e da imprensa, o que nos deixa muito felizes. A edição de um álbum é uma das grandes metas de qualquer banda e ver que o nosso trabalho está a ser apreciado já é uma enorme recompensa por si mesmo.
LAF - Quais são as influências musicais dos Resposta Simples?
PL - Temos todos diferentes influências musicais dentro da banda, mas posso dizer que o Hardcore dos anos 80 influenciou muito a sonoridade da banda. O Street-Punk e o Trashcore também são estilos que apreciamos imenso e que acabam por influenciar a nossa sonoridade.
LAF - Rock in Rio 2010? Vão estar presentes ou isso é para meninos?
PL - (risos) Já tivemos a experiência de tocar para públicos como a Queima das Fitas de Vila Real ou nas Festas Académicas da Covilhã, onde estavam presentes centenas ou mesmo milhares pessoas e podemos dizer que a sonoridade dos Resposta Simples enquadra-se melhor em pequenos espaços destinados a sonoridades mais agressivas. O feedback do público é muito maior e mais e agressivo e isso acaba também por reflectir na nossa prestação enquanto banda. Sentimo-nos muito mais vivos quando actuamos nesses espaços.
LAF - Qual é a essência deste power-trio?
PL - A amizade.
LAF - Qual é o futuro da banda, visto que, agora que o baterista regressa à Terceira, tu vais para os Estados-Unidos?
LAF - Paulinho, qual era a pergunta que gostavas que eu te tivesse feito e não fiz? Queres responder-lhe?
PL - Penso que não há mais nada a dizer e que fizeste boas perguntas a abordar os Resposta Simples e a nossa perspectiva da banda. Boa sorte para o teu blogue e continua com o bom trabalho! Que corra tudo bem com o Melomanologia!
03 setembro 2008
Metallica
26 agosto 2008
25 agosto 2008
Slipknot
Data de Lançamento: 20/08/2008 (dia 26, em Portugal)
Label:
Roadrunner/Nuclear Blast01. Execute
03. Sulfur
04. Psychosocial
05. Dead Memories
06. Vendetta
07. Butcher's Hook
08. Gehenna
09. The Cold Black
10. Wherein Lies Continue
11. Snuff
12. All Hope is Gone
13. Child of Burning Time (Bonus)
14. Til We Die (Bonus)
15. Vermillion Pt. 2 (Bloodstone Mix) (Bonus)
Ao quarto álbum, a banda de Iowa pega na aproximação mais thrash do antecessor Subliminal Verses, levando-a a um novo patamar, e tenta aqui fazer o seu álbum mais pesado. Isto era tudo muito bonito e interessante se não fosse o excesso de vocalizações melódicas.
Quando os Slipknot lançaram duas obras-primas de seu nome All Hope Is Gone e Psychosocial(a primeira bem melhor que esta última), deixaram água na boca. Talvez por isso é que o resultado final não satisfaz completamente e é um tanto desilusório. Mas não há que interpretar isto mal, apenas é inconcebível alcançar a insanidade de uma Scissors ou um peso tremendo de uma (SIC). E não chega a haver nenhuma vocalização melódica que alcance – nem de perto nem de longe - a genialidade de Purity; então de Wait And Bleed, nem pensar.
Há grandes momentos em All Hope Is Gone, de facto: há o (muito bom) peso de Gematria (The Killing Name) - com uma forte mensagem política de anti-americanismo –, This Cold Black e All Hope Is Gone; há o fabuloso breakdown de Psychosocial, uma Megadeth sound-alike; há as catchy Sulfur e Wherein Lies Continue, e, por fim, há bons solos.
As letras, segundo Corey Taylor, passaram a ser menos sobre a sua vida e mais sobre “what's wrong in life." Nota-se grande anti-americanismo, nomeadamente em Gematria (The Killing Name):
“America is a killing name
Ii doesn’t fell or discriminate
Life is just a killing field…” e em All Hope is Gone:
“The state of the nation - violation!
A broken promise is as good as a lie.
The hell is humongous, the devil's among us
and we will burn because we won't unite!”
O que continua a ser a bóia de salvação da banda é a percussão, liderada pelo fabuloso Joey Jordison. A percussão sólida e arrebatadora encabeça um instrumental bem interessante, do qual há que realçar os solos de guitarra e riffs bem demarcados.
Pessoalmente, os verdadeiros Slipknot acabaram em IOWA, e tudo o que se fez a seguir a isso, soa a Stone Sour. Tudo bem que Corey Taylor tem uma voz demasiado boa para só a usar aos berros, mas para isso é que existe a banda de Taylor e Root. Slipknot com clean-vocals não é Slipknot, caramba. Snuff deita Stone Sour por todos os poros – uma balada de fazer chorar as pedras da calçada.
Em All Hope Is Gone revela-se uma tentativa de fazer mais pesado do que se fez antes de Subliminal Verses – o que não se concretizou – e uma prova de maturidade da banda, tanto pela boa composição dos temas, como pelo facto de cimentarem de vez o thrash de Subliminal Verses.
Letras: 6/10
Técnica: 6/10
Criatividade: 7/10
Vigor:7/10
Avaliação geral: 6.5/10
24 agosto 2008
Metallica
22 agosto 2008
16 agosto 2008
Citação #8
Lars Ulrich
10 agosto 2008
Metallica
A banda anunciou, na passada sexta-feira (dia 8), o canal de rádio por satélite "Mandatory Metallica". Este canal ficará sob os comandos dos membros e passará, além de material de estúdio, gravações ao vivo, entrevistas e discussões - estando já confirmadas para estas discussões bandas como Linkin Park, Slipknot, Disturbed, Guns & Roses ou Mastodon. Em breve, a agenda das actividades do canal será divulgada na internet, no endereço http://www.xmradio.com/metallica.De realçar que o quarteto tocou ontem, no Ozzfest, Cyanide, futura música de Death Magnetic. Aqui fica:
08 agosto 2008
Rejects United
Data de Lançamento: 14/09/2008
Label: Lockjaw Records

Alinhamento:
1. Disclaimer (Intro)
2. Never (Rejects Anthem)
3. Dead in Head
4. Lust Ode
5. Ballad for the Hopeless
6. Learning Through Mutilation
7. Nosejob
8. Mr. Adams Love Proposal
9. Isn't Necrophilia Fun?
10. Wake up, You're Late
11. Red Semester
12. Foreplay Revolution Theory
13. Explode Again
14. Compulsive Denier
Os Rejects United acabam de editar o seu álbum de estreia - Boyhood Survival Kit (BSK dora avante) –, sucedendo a um aplaudido EP – Rebound Aftermath – lançado em 2005. E dadas as tão díspares influências do quarteto, que vão de Metallica a My Chemical Romance, passando por Queens Of The Stone Age ou Foo Fighters, até estamos na presença de um álbum bastante linear.
BSK baseia-se no punk mais old-school, ao qual lhe adiciona melodia q.b, durante 14 temas com energia a rodos. Como melhores faixas temos o primeiro single – Lust Ode -, Dead in Your Head, Learning Through Mutilation e Foreplay Revolution Theory. Marcado por bons riffs e por refrões orelhudos, o registo apresenta uma parcela emocional, tanto nas letras como no melodioso instrumental.
Neste álbum canta-se a adolescência e os habituais percalços (amorosos) de caminho, baseado na própria adolescência dos membros da banda. BSK canta a rejeição, a obsessão e a luxúria. Narra a história de um rapaz que se deixou levar por uma grande paixão, não prevendo o que daí poderia advir. Como disseram, em entrevista aqui ao estaminé, BSK é um manual de instruções para um coração em construção. O resto é ouvir e descobrir.
Eles querem unir os rejeitados. Boa ideia.
06 agosto 2008
Rejects United
Após a boa recepção ao EP Rebound Aftermath, os lisboetas Rejects United lançam o seu primeiro álbum - Boyhood Survival Kit. João Campos, vocalista e guitarrista, fala sobre este lançamento - escrutinando-o minuciosamente -, e não só. Atenção: eles querem marcar o rock português! E ouvem Metallica e Pantera.LAF - É este álbum olhar para trás, para os tempos de vocês enquanto rapazes e as experiências por que passaram? É Boyhood Survival kit um manual de instruções para sobreviver à adolescência?
JC - É um manual de sobrevivência para o coração adolescente, aquele que se deixa levar por paixões incendiárias e que pode levar, como no caso da personagem do álbum, à loucura e à perdição. Funciona como um aviso para não se levar demasiado a sério as primeiras paixões dum coração em construção. É sem dúvida um olhar para trás para vivências, sentimentos e situações pelas quais passamos. É também o fechar dum capítulo das nossas vidas que nos marcou bastante.
LAF - Como surgiu a ideia da engraçada banda-desenhada da artwork da capa e do booklet?
JC - A banda desenhada foi sempre uma influência constante na minha vida. Quando chegou altura de escolher um meio para transmitir o conceito do álbum, que melhor maneira de contar uma historia do que através de imagens? Depois de delinear a narrativa, associei cada música a uma imagem condensando-as depois nesse booklet de 8 páginas, ficando com um aspecto mais de BD. Sendo o packaging do álbum uma mochila penso que é legitimo esta conter além da "tralha" que todos nós guardávamos na mochila, o livro de BD boyhood survival kit.
LAF - A vossa sonoridade possui traços emo, embora disfarçados. É este um estilo musical que os Rejects United gostem de se passear ou surge espontaneamente no processo de composição?
JC - Quando dizes traços emo, se te estás a referir a música com uma forte carga emocional, sim somos sem dúvida uma banda com esses traços mas nada é forçado para soar assim, tentamos ser o mais sinceros possível, é o q flui de nós. Gostamos de algumas bandas que são denominadas emo, mas não nos revemos de todo em excessos que algumas dessas bandas caem.
LAF - Quem é que traz as influências punk para a banda e quem é que traz as mais pesadas, o hard-rock, e até o Metal?
JC - É um pouco difícil separar quem é que traz o que, eu sempre ouvi Rock, Hard-Rock, Grunge e Metal desde de miúdo, só há poucos anos é que comecei a interessar-me mais pelo punk e hardcore. O Spínola (guitarrista solo) começou pelo rock tipo Guns and Roses, passou pelo punk, jazz, e agora anda numa fase de rock progressivo como Mars Volta e também cenas como Radiohead. O Vítor (baixista), assim como o Rodrigo ( baterista) ,vieram do punk; oVítor passou pelo reggae anda agora mais numa onda de rock "clássico" como Doors, se bem que também gosta muito de Metal - uma das suas bandas favoritas é Metallica. O Rodrigo além do Punk (Lagwagon, Bad Religion, Soziedad Alkoholika), gosta de Metal (Pantera) e Rock ( A Perfect Circle). Portanto como vês temos todo partilhamos essas influências tanto do Punk como do Metal e como é claro Rock.
LAF - Porque optaram por cantar em Inglês?
JC - Não foi uma opção, desde de miúdos que somos mais influenciados por bandas, filmes e livros de origem Anglo-Saxónica do que propriamente por autores portugueses, com o todo o respeito que os autores portugueses merecem (um dos meus escritores favoritos é sem dúvida José Saramago). Penso que é normal que quando começamos a compor as músicas e a escrever letras estas saíssem em Inglês. Penso que existe neste momento uma espécie de "caça às bruxas" a bandas que cantam em inglês... Enganem-se aqueles que pensam que bandas a cantar em inglês têm maior facilidade em ser promovidas, pois não é verdade. Continua a existir o forte estigma contra bandas que não cantem em Português.
LAF - Como foi trabalhar com um ilustre como Alan Douches [engenheiro musical. Masterizou álbuns para os Mastodon]?
JC - Foi um processo colaborativo à distância, a interacção foi feita apenas por e-mail, ele enviava versões masterizadas das músicas, ouvíamos, respodíamos dizendo o que achávamos e chegamos a um resultado que agradou ambas as partes. Penso que não há muito mais a acrescentar.
LAF - Para quem não teve a oportunidade de estar presente, como correram, tanto o concerto de apresentação do álbum (MusicBox, Lisboa), como os Showcases Fnac (Chiado e Cascais)?
JC - O concerto de lançamento foi uma festa no lugar ideal, para amigos e fãs que nos acompanharam no longo percurso até ao lançamento deste álbum, regada com muito rock! Estamos orgulhosos do Boyhood Survival Kit finalmente ter saído para o mundo, o lançamento não poderia ter corrido melhor. Em relação aos showcases acústicos nas Fnacs, está a ser uma experiência interessante, estamos a gostar de dar espectáculos mais intimistas em contraponto a energia visceral dos eléctricos. Perde-se uma pouco da agressividade das versões originais mas ganhas uma maior profundidade nas mesmas. Temos tido uma resposta bastante positiva a esta abordagem acústica.
LAF - Como viram o facto de Boyhood Survival Kit ter sido classificado com um 8 (em 10) pela prestigiada revista RockSound?
JC - Orgulhosos como podes perceber, foi o primeiro feedback que tivemos de imprensa especializada e não podia ser melhor. Entretanto já tivemos outras boas reviews como a da Big Cheese (outra revista de música inglesa) que deram 4/5 e em alguns blogs espalhados pela net. Ao mesmo tempo não nos deixamos iludir pelas boas reviews - são apenas opiniões, claro que são importantes e dá-nos força saber que alguém reconhece qualidade no nosso trabalho, mas sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer até chegarmos aos objectivos a que nos propusemos.
LAF - Vêem-se como uma banda a deixar uma marca no Rock português?
JC - Esperamos deixar, não é coisa que nos passe muito pela cabeça, mas sim, esperamos vir a deixar uma marca nem que seja provar que o rock em Portugal não está morto e que uma banda portuguesa pode pensar em alcançar algo além-fronteiras, não se limitando apenas ao território nacional. Mas penso que mais importante do que marcar um certo estilo queremos marcar pessoas, inspíra-las, dar-lhes algo que elas também sintam como delas. Gostávamos que as pessoas vissem este álbum como aquele amigo ao qual não tens que dizer nada pois ele sabe exactamente como te sentes e que te diz as palavras certas para te fazer sentir melhor.
LAF - A vossa digressão além-fronteiras inclui mais algum país, além da Inglaterra?
JC - Queremos fazer as coisas com calma e por fases, não dar um passo maior que as pernas. De momento vamos concentrar-nos em Inglaterra, tentar cimentar a nossa música por lá e depois logo se vê, mas sim queremos tocar no maior número de sítios e países possíveis, quem sabe num futuro próximo uma tour europeia ou americana.
LAF - Existe algo que queiram acrescentar?
JC - Queria agradecer pela entrevista, as melhores das sortes para o blogue e para a tua divulgação de bandas portuguesas, pois desempenham um papel fundamental na vida das mesmas. De resto, para quem quiser conhecer melhor quem são e o que fazem os Rejects United passem por o www.myspace.com/rejectsunited, adicionem-nos, deixem um comentário, mandem uma mensagem, serão mais que bem vindos a família dos rejeitados.
05 agosto 2008
Scars On Broadway
Data de Lançamento: 29/07/2008
Label: Interscope
Alinhamento:1. Serious
2. Funny
3. Exploding/Reloading
4. Stoner-Hate
5. Insane
6. World Long Gone
7. Kill Each Other/Live Forever
8. Babylon
9. Chemicals
10. Enemy
11. Universe
12. 3005
13. Cute Machines
14. Whoring Streets
15. They Say
A banda que Daron Malakian encetou após o anunciado hiatus dos System Of A Down (trazendo consigo John Dolmayan) – os Scars On Broadway – lançou o primeiro e homónimo álbum no passado dia 29 de Julho. O tão aguardado registo divide opiniões: por um lado, os fãs conservadores dos SOAD não toleram a voz de Malakian; por outro, há quem ande sedento de qualquer coisa que seja fruto da mente alterada do guitarrista.
Scars On Broadway é bastante previsível, pois sabia-se de antemão, que Daron iria continuar aqui o que fez em Mezmerize/Hypnotize, mas também traz algo novo: traços new-wave trazidos pelo grande uso de sintetizadores. Mas se há uma coisa certa neste álbum é que não há uma direcção certa. Tanto há rock e metal, como punk e new-wave, o que prova a pluralidade do guitarrista.
A voz de Daron não entra aqui à toa, como no Mezmerize/Hypnotize. Nota-se uma grande evolução na sua forma de cantar e Daron ganha a minha confiança, uma vez que a havia perdido pela sua intrusão no último álbum dos System, apesar de não conseguir atingir – nem de perto, nem de longe – o alcance vocal e o talento de Tankian.
SOB está dividido em duas partes: os primeiros 7 temas são rápidos e crus; a partir de Babylon entramos numa segunda parte mais bem construída. Não é por acaso que as melhores faixas estão nesta segunda parte, ou seja: Chemicals, Enemy, 3005, Whoring Streets e They Say, embora World long Gone e Kill Each Other/Live Forever sejam as mais viciantes.
Chega-se à nona música com a questão "sim, senhor, a genialidade de Malakian está presente, mas o que é feito da insanidade?" E a resposta encontra-se na bela letra do refrão de Chemicals:
“MADNESS! I'm feeling scared,
Looking around and nobody there.
When I say "Fuck the world!"
As we're ready to rock,
Piss on your face while you suck on my cock.”
As letras são um dos pontos altos do registo… corrosivas, irónicas e satíricas. Em World Long Gone e Kill Each Other/Live Forever canta-se o niilismo de Daron. Em Enemy, o famoso “We’re on drugs” que o guitarrista cantava nos concertos dos System, é tido como o interlúdio de mais uma boa música. 3005 e Cute Machines são a sátira à sociedade tecnológica e de comunicação de massas. Um pequeno aparte: Burbank, na Califórnia é tida como a capital mundial dos mídia, daí as constantes críticas à sociedade de comunicação por parte dos membros dos SOAD, residentes em Los Angeles.
Os traços de Mezmerize/Hypnotize são evidentes em Kill Each Other… , Babylon, Universe e Whoring Streets, sendo talvez estes os frutos das antigas gravações que Malakian anunciava “ter às toneladas”.
No embate Serj vs Daron não se pode escolher um vencedor, pois Serj produziu um álbum bastante profundo, enquanto Daron tomou caminhos mais alegres (se assim se pode chamar), mas, no mesmo embate, encontram-se dois perdedores, pois System Of A Down são o Serj, o Daron, o Shavo e o John.
Scars On Broadway é bom, mas esperava-se melhor. Sente-se a falta de alguma coisa. Será Tankian?
Letras: 7/10
Técnica: 7/10
Criatividade: 8/10
Vigor: 6/10
Avaliação geral: 7/10





