Os Moonspell foram hoje confirmados para actuarem no dia de Metallica, no Rock in Rio. O cartaz para dia 5 começa-se a compor, sendo as bandas já confirmadas, as seguintes:
Metallica
Machine Head
Apocalyptica
Moonspell
Os Moonspell foram hoje confirmados para actuarem no dia de Metallica, no Rock in Rio. O cartaz para dia 5 começa-se a compor, sendo as bandas já confirmadas, as seguintes:
Metallica
Machine Head
Apocalyptica
Moonspell
Os Apocalyptica juntam-se aos Machine Head no leque de bandas que no próximo dia 5 de Junho abrirão para o concerto dos Metallica, no Rock in Rio. Os rapazes dos violoncelos, catapultados para a fama por, justamente, fazerem covers dos Metallica (Plays Metallica by Four Cellos), prevê-se que tenham um papel semelhante ao de Joe Satriani, na edição passada do Super Bock Super Rock. 

WITHIN STRIKING DISTANCE from Ground Zero sits a SMOLDERING INTERNATIONAL CAULDRON, the United "Abominations" as it were. Forged to prevent wars and thow us in the face of disaster, and stood silent while terrorization took hostage the world.
In a mire of hypocrisy the UN ignores sex crimes by its “blue helmets”. And enables terrorism, so in the end its failed And the U.N., is where our so-called friends get to stab us in the back, and we pay 22% of their tab to host our enemies here at home.
É com este monólogo que começa a música que dá título ao álbum United Abominations dos Megadeth, de Dave Mustaine. Mas, começa na capa, com o edifício das Nações Unidas a ser atacado ao estilo do 11 de Setembro, a saga anti-americanista muito em voga nos tempos que correm – tanto na música como um pouco por toda a forma de arte -, mas ao contrário de tantas criticas infundadas e vazias de conteúdo atiradas a um certo comercialismo, Dave Mustaine só continua aqui o que sempre exteriorizou através das suas letras e interiorizou nos álbuns dos Megadeth.
O 11º álbum do quarteto é completo de músicas cativantes que agarram o ouvinte logo à primeira audição, não sendo por isto que se torne num álbum banal e passageiro, antes pelo contrário. Incrível a forma como este registo associa verdadeiro speed/thrash metal a uma admirável capacidade melódica. É completo de transições verso-refrão absolutamente arrasadoras, assim como variações entre pesadíssimos power chords e melódicos dedilhados.
De realçar os solos de guitarra que fulminam todo o álbum, indo desde os aceleradíssimos, característicos do speed/thrash metal, aos mais ambientais e criativos.
Como pontos altos do registo temos Sleepwalker, Washington Is Next!, United Abominations, Gears Of War e Burnt Ice. O tema que não se encaixará tão bem será a revisitada A Toute Le Monde (Set Me Free), com voz adicional de Cristina Scabbia (Lacuna Coil). Apesar de ser uma versão francamente bem conseguida, fica a destoar num álbum tão conceptual como este. Ficaria melhor como tema-bónus.
São os riffs arrebatadores e os pormenores de produção exímios que fazem com que este lançamento não seja só mais um álbum de metal, mas sim, o trabalho que vem como que uma lufada de ar fresco a um género onde as bandas genuínas estão a dar de si.
Com este 11º álbum de estúdio do ex-Metallica responde-se à questão: Como é que um génio como Mustaine poderia ter permanecido numa banda de génios com egos gigantescos e conseguir expressar toda a sua veia artística?
Dave Mustaine acertou, decididamente, o pulso ao produzir um registo que os fãs há tanto tempo almejavam. Uma pérola em 2007.
Letras: 8/10
Técnica: 9/10
Criatividade: 7/10
Vigor: 9/10
Avaliação geral: 8.25/10
Alinhamento:Cast the way é trilhar o caminho, caminho esse que se quer mais cru e directo. Agora com nova formação - Pepe de Souza, na bateria e Ricardo Barriga, na guitarra -, os Primitive Reason deixam os adornos multi-instrumentais, mas não é por isso que tiram o pé do acelerador.
Este EP (de edição limitada e passível de encomenda através dos sites da banda) precede o 6º álbum do quinteto transnacional - radicado no nosso país -, a sair em meados do ano actual, e é, como alguém disse, uma boa entrada antes do prato principal – que se adivinha fantástico.
A abrir Cast the Way temos a música homónima, a debitar reggae e metal em laivos progressivos. Nesta faixa a bateria não tem descanso, numa actuação activa e possante. Excelente prestação vocal de Guillermo De Llera, numa música que encaixa bem na caracterização da banda. Thus the Rust, a música seguinte, transporta-nos numa calma viagem, com o rap de Llera ao volante, para, aos 3:38m, sermos sacudidos por uma vaga de poder, a crepitar hardcore por todos os lados. Segue-se The Reckoning Beneath, a mais reggae do conjunto, algo arrastada em certas partes (e que bom que assim é!). A finalizar o disco, Init Inus, portadora de uma excelente linha de graves e sãs divagações de guitarra, transporta-nos em mais uma viagem, que começa a norte da Europa, e acaba na América do Sul, em verdadeiras texturas salsa.
Cast the Way continua o valente trabalho de quebrar barreiras e convenções musicais. A banda continua fiel às suas raízes e ideais; soam originais e preenchidos, iguais a si próprios, numa quimera de estéticas harmoniosas, de fusão de sonoridades, em grooves intensos.
Cast the Way é Metal, é Funk, é Reggae, é Hardcore, é World Music… é Primitive Reason no seu melhor!
Alinhamento:Em Fables From A Mayfly passeia-se por terrenos alternativos, em que a presença constante do sintetizador, torna este, um álbum extremamente ambiental e de temas preenchidos. Mas, o que se realça neste registo é a voz de Darroh Sudderth – que se quer maior que o mundo, ouça-se a Walls of Jericho.
Deste registo há que destacar 6 temas (obrigatórios, o que em 11 será mais de metade). Dance Of The Manatee catapultou-os para as radios - “We marys had ourselves a ball. Oh, yes we did. We marys had ourselves a ball, I must admit” Tal refrão orelhudo não me sai da cabeça. The Wife, The Kids, and the White Picket Fence com uns toques verdadeiramente pop. A Seafarer’s Knot parece explodir em todas as direcções, uma música que aguentava 20 minutos sem perder a piada. A Wolf Descends Upon the Spanish Sahara (títulos tão estranhos como as letras) leva a voz de Darroh a um pedestal. Walls Of Jericho é, de momento, a minha favorita, com uma guitarra a fervilhar e umas vocalizações extremamente versáteis. Por fim, Tall Tales Taste Like Sour Grapes é a ode aos bobos da corte de outrora (sintetizados por obra da modernização).
Este é um álbum épico, de coração na mão, onde, apesar de cada tema se suster isoladamente, é necessário ser ouvido como um todo, e aí, pode-se ouvir o desenvolvimento de sendas de uma qualquer viagem, que se desenha num loop de sons, atmosferas, emoções.
Sem dúvida que Tankian sabe observar talentos. Os Fair To Midland são os seus meninos-prodígio, e com a liberdade criativa e meios que lhes proporciona, tende a tornar este quinteto num sério caso de sucesso.
Deixem crescer estes rapazes e lembrem-se: o "midland" sulista está prestes a explodir!
Letras – 8
Técnica – 7
Criatividade – 9
Vigor – 9
Classificação Geral – 8.25/10
Como prometido, segue aqui a entrevista ao guitarrista dos Fair To Midland (Cliff Campbell) que, apesar de andar seriamente ocupado com assuntos ligados à banda, disponibilizou algum tempo a responder a oito perguntas, tanto acerca do novo lançamento (Fables From a Mayfly: What I Tell You Three Times is True), como sobre a banda, em geral.First, let me congratulate you for the great band Fair To Midland is and thank you for accepting to do this interview.
LAF - So, Cliff, tell me about the joining to Serjical Strike.
CC- Serjical Strike was the best label for us to get on because of Serj [Tankian]. It is very hard to find a label in this industry that has people that truthfully respects and cares about their artists. Serj is one of those people.
LAF - How is like to work with Serj Tankian?
CC - It is great. We got to put down the music on the album the way we wanted it because of Serj. He is a very enlightening human being.
LAF - Fables From a Mayfly... is receiving positive critics everywhere, Dance of the Manatee is getting airplay across America and you played at Coachella Festival last year. How are you guys facing the fact of suddenly have all the eyes over you?
CC - Well sometimes it is a little odd, but for the most part it doesn't phase us. We play the same show for 10 people that we do for 10,000 so it is all the same in that respect. We are very appreciative of the kind words people have been saying in reviews.
LAF - Your composition style is so original that is extraordinary to listen those rhythm variations and instrumental combinations. How works your composition process?
CC - Well a lot of the songs will be put together by one of us mostly and then brought to the table to add vocals too. I think that has a lot to do with where he ends up going vocally. We also have varying musical tastes in the band such as country, metal, pop, none, industrial, stoner rock.
LAF - In this record we are presented with a great sense of melody and strength , heaviness at the same time. Who brings the melody and who brings the heavy sounds?
CC - Darroh of course vocally, and Matt has a great sense of where each song should go when I am playing all of the heavier riffs I compose. I tend to be the heaviness.
LAF - Fables From a Mayfly... could be seen as the starting point of a great career?
CC - It could be looked at in many ways nowadays. I will be optimistic and say yes.
LAF - Maybe you have been asked this thousands of times, but what musical genres define Fair To Midland? Prog Rock, Alternative Metal, Art Rock?
CC - I can see art rock more so than prog. I remember this being the "no comment" question for me at all of the interviews [risos]. I always tell people we are a Patsy Cline cover band, but I don't think you can get away with that.
LAF - Could we expect an European tour this year?
CC - I am hoping for one, but moneywise I don’t see it happening for a good amount of time.
01. I Just Want To Celebrate (Rare Earth Cover)
Em duas noites, neste concerto de beneficência, em Mountain View (Califórnia), o quarteto revisita clássicos como Nothing Else Matters e The Unforgiven, mas também apresenta versões surpreendentemente diferentes da Disposable Heroes (descurando puro thrash metal, em virtude de um certo pop-rock) e da All Within My Hands (St. Anger em liberdade!). Espaço há, também, para covers de Dire Straits (Brothers In Arms) ou Nazareth (Please Don´t Judas Me).
No geral, deste concerto, tiram-se três conclusões. Primeira: Robert Trujillo mostra aqui o grande baixista que é, exibindo uma bela sensibilidade rítmica. Segunda: Kirk Hammet é fenomenal em unplugged’s. Terceira: a banda está numa forma magnifica – afinada e com garra -, fruto da digressão de Verão e das sessões de gravação do sucessor de St. Anger.
O registo chamar-se-á A Sense Of Purpose e tem data de lançamento marcada para 4 de Abril. O alinhamento é o seguinte:
1. The Mirror’s Truth
2. Disconnected
3. Sleepless Again
4. Alias
5. I'm the Highway
6. Delight and Angers
7. Move Through Me
8. The Chosen Pessimist
9. Sober and Irrelevant
10.Condemned
11.Drenched In Fear
12.March To The Shore
Alinhamento:
Os meninos-prodígio de Serj Tankian aceitaram responder a algumas questões que lhes vou colocar (o que ainda está a ser tratado). Os texanos, ligados à editora de Tankian, a Serjical Strike, são a minha aposta para futura banda de referência, tanto do rock alternativo, como do art-rock. Quem irá responder a esta entrevista será Cliff Campbell, o guitarrista do quinteto.
Os portugueses Primitive Reason lançaram seu novo trabalho, o EP Cast The Way, no passado dia 17 de Dezembro, o qual se encontra à venda justamente on-line. Como tal, fiz uma pequena entrevista à banda, através de e-mail. De boa vontade e descontraidamente, o vocalista e percussionista da banda, Guillermo De Llera, respondeu a seis questões acerca deste novo lançamento.Antes de mais, gostava de prestar os meus sinceros agradecimentos, tanto à banda como a John Coito da Kaminari Records, pela tempo e vontade disponibilizados para que esta entrevista se chegasse a realizar. Os meus parabéns, também, pelo magnífico EP produzido.
LAF - Porquê o nome Cast The Way?
LAF - Em Cast The Way, apesar de nos chegar um som claramente à Primitive Reason, nota-se um ambiente mais sombrio, mais melancólico, nomeadamente em The Reckoning Beneath. Tal facto deve-se a quê? À entrada de elementos novos ou de uma ideia previamente formulada acerca do que este EP iria soar?
GL - Esse facto, que tu mencionas, de o EP Cast the Way ter um som mais melancólico ou sombrio, é algo que nós realmente não notamos. O the Reckoning Beneath, nunca nos pareceu nem sombrio nem melancólico. A única explicação que encontro será que as escolhas de estilos musicais utilizados na construção dos temas em Cast the Way, dê a entender uma temática ou estética musical mais sombria, se se considera certos estilos musicais mais sombrios que outros. Porventura, a falta de certos estilos musicais normalmente incorporados nas composições de Primitive Reason, como o Étnico Tribal mais percussivo ou Africano e Afro-Cubano, pode fazer parecer, enganosamente, que o som é agora mais sombrio. Por último, o tempo, ou pulsação da música pode também dar a entender uma direcção mais pensada, pausada e portanto melancólica.
LAF - Este EP será promovido apenas em Portugal ou já têm datas internacionais agendadas? Ou pretendem agendar? Ou vão esperar pelo lançamento do LP para fazer a Tour?
GL - O EP faz agora parte do nosso catálogo que é internacional. Estamos a finalizar contratos para tocar fora de Portugal em breve.
LAF - Sobrou algum material para compor o LP a sair no Verão da produção de Cast The Way?
GL - Sobrou material demais. A confusão depois é mesmo escolher e decidir quais dos 'sketches' trabalhar. Felizmente para nós, a criatividade é coisa que nunca falta. Aliás temos carradas de músicas que ficaram pelo caminho (atenção, estão bem guardadas! [risos]) de discos passados, que de vez em quando vamos procurar para fazer 'renascer' alguma ideia antiga que não nos larga o pensamento.
LAF - Com 15 anos de carreira, 5 álbuns editados e um som único, fundamentando-se numa enorme fusão de estilos musicais, uma grande interacção com os fãs - nomeadamente pelo passatempo da artwork da capa deste EP -, os Primitive Reason sentem-se uma banda subvalorizada, "demasiado" Underground?
GL - Acho que não no que se refere ao estar demasiado Underground, visto que estar menos Underground do que isto quase que significaria estar no meio de pessoas e negócios que não encaram a música como algo que faz, e sempre fez desde os primórdios da evolução humana, mais parte da grande Alma humana que do mundo rasca do enrasca-desenrasca / tira-arranca /copía-regurgita...(vou parar se não fico aqui a tarde toda. :) Sobre sermos uma banda subvalorizada, da perspectiva da música como arte e criatividade, claro que sim.
LAF - Numa palavra como se descreve toda a carreira dos Primitive Reason?
GL - Supercalifragilisticexpialidocious.
Juntamente com o acidente que vitimou Cliff Burton, em 1986, a trágica morte de Dimebag Darrel, em 2004, forma a parelha de perdas mais conhecidas de génios do heavy-metal.
Ao contrário de Cliff Burton (baixista dos Metallica na altura), que fora vitima do próprio autocarro em que seguia, após este se ter despistado, o ter cuspido pela janela e o ter esmagado, Dimebag, guitarrista dos Pantera e cérebro da máquina de peso que era a banda, fora vítima de um doido mental, que puxou o gatilho cerca de 7 vezes sobre ele, em pleno concerto com os, então, Damage Plan.
Natan Gale, ex-marine esquizofrénico, desconfiando que a culpa da separação dos Pantera, em 2004, era culpa de “Diamond” Darrel, e que, os Pantera podiam ler a sua mente, levando ao suposto plágio de músicas escritas por ele, saltou a vedação do complexo onde tocavam os Damage Plan – que contavam com Dimebag e o seu irmão, Vinnie Paul, da formação original dos Pantera -, entrou em palco de arma em punho e desferiu no total 15 tiros, que mataram 4 pessoas, uma das quais Dimebag Darrel. Matou também, um fã da banda que subiu ao palco para tentar reanimar Dimebag. O massacre só acabou quando o polícia James Niggemeyer disparou um tiro de caçadeira na nuca de Gale.
E foi desta forma desumana que desapareceu um dos melhores guitarristas do mundo. A técnica e rapidez que possuía, a forma apaixonante com que tocava, e os magníficos riffs que criou, tornaram Dimebag na lenda que é hoje em dia. Infelizmente, é num misto de gritos e terror que Darrell Lance Abbott é recordado, e não pela música que fazia e pela forma grandiosa que tocava guitarra.
A edição da Guitar World de Março trará Dimebag na capa, e contará com declarações exclusivas da sua ex-mulher. Uma ponta do véu é levantada no site da revista.
Deixo aqui um vídeo-tributo a Dimebag Darrel, dos tantos que existem no YouTube.
Os Metallica foram hoje confirmados pela organização do Rock in Rio. Dia 5 de Junho teremos os norte-americanos a actuar no Parque da Bela Vista. Outra banda confirmada são os Machine head, que vêm promover o último registo: The Blackening.Após a estrondosa actuação a que assistimos dia 28 de Junho do ano transacto, no Super Bock Super Rock, a banda de James Hetfield vem promover o novo álbum a lançar esta Primavera perante um público mais vasto, mas talvez, menos eufórico.
Outras bandas que eu gostava de ver confirmadas para este dia, e que são perfeitamente aceitáveis para abrir para os mestres, seriam os Mastodon, os Trivium ou os Motörhead. Claro que a banda que eu mais gostava de ver seriam os In Flames, o que nem será assim tão utópico, pois, além de o novo álbum ser editado em breve, estarão em digressão, pois são presença confirmada para o Rock Am Ring (tal como os Motörhead), a decorrer em épocas do Rock in Rio.
Apesar de haver tantas críticas negativas ao Rock in Rio, a verdade é que o festival consegue sempre trazer grandes bandas (como na edição de 2004, com Sepultura, Slipknot e Metallica).
Até lá, é esperar pelo novo álbum e imaginar que os Metallica tenham uma prestação tão boa como aquela que tiveram a ano passado, mas de certo que o monstro está mais vivo que nunca.
Os Metallica são presença confirmada para o (grande) Rock Am Ring 2008. A par do quarteto de Master Of Puppets, encontram-se confirmados outros grandes nomes, como Bullet For My Valentine, Dimmu Borgir, In Flames, Motörhead ou Rage Against The Machine.
é certo é que ainda não há certezas.Ao longo de 20 anos a abrir concertos dos Metallica, chegou a altura de os mestres lhe prestarem a sua homenagem (e que bem que o fizeram!) no tributo ao grande compositor clássico que é Ennio Morricone , no álbum We All Love Ennio Morricone.
Com a devida justiça, este instrumental dos Metallica valeu-lhes uma nomeação para os Grammy’s, de 2008, na categoria 19 - Best Rock Instrumental Performance. Nesta categoria estão também nomeados os grandes Satriani e Vai, tal como o veterano Bruce Springsteen (também pela sua cover no falado álbum-tributo) e, os Rush.
A lista completa, para a dada categoria:
1 - The Ecstasy Of Gold
Metallica
Track from: We All Love Ennio Morricone
2 - Malignant Narcissism
Rush
Track from: Snakes & Arrows
3 - Always With Me, Always With You
Joe Satriani
Track from: Satriani Live!
4 - Once Upon A Time In The West
Bruce Springsteen
Track from: We All Love Ennio Morricone
5 - The Attitude Song
Steve Vai
Track from: Sound Theories Vol. I & II
Mais palavras para quê? Simplesmente, deixo aqui a música, com direito a trechos do Western Spaghetti, de Sergio Leone, para quem não a conhece; para quem já conhece, não fará mal assimilá-la mais uma vez.
Alinhamento:Seguindo o legado dos Rage Against The Machine, Tom Morello continua a solo com o seu alter-ego, The Nighwatchman, com a essência das letras do quarteto de Los Angels - politicas e de revolta.
De guitarra acústica ao ombro sobre um fundo castanho se forma a figura de Morello na capa do seu primeiro trabalho a solo (One Man Revolution), reflectindo a sua atitude nos últimos anos, quando andava a tocar em pequenos bares, sob a designação que agora representa o seu nome artístico.
Tom Morello, famoso pela sua técnica original de tocar guitarra nos projectos anteriores, em One Man Revolution, isto é deixado de lado, dando, as guitarras distorcidas com efeitos moldados, lugar, à guitarra acústica e à harmónica.
Este é um registo simples e interior, apoiando-se no Folk e no Anti-Folk (folk cru e politico dos 60’s, em que se punha em questão as convenções musicais e a música mainstream), onde o importante é a mensagem a passar, tal como disse o próprio: “[Playing as The Nightwatchman] is something that I enjoy to do. I look at it more as an extension of my politics…”.
A par de Serj tankian (seu parceiro nos Axis Of Justice), que também se estreou a solo com Elect The Dead, One Man Revolution, de Tom Morello, é uma das grandes estreias a solo de 2007.
Letras – 8/10
Técnica – 5/10
Criatividade – 6/10
Vigor – 8/10
Avaliação geral: 6.75/10
O álbum Metallica, vulgarmente conhecido por Black Album, chegou ao segundo lugar de álbuns mais vendidos nos Estados Unidos, tendo atingido 15 milhões de unidades vendidas. O mítico álbum preto vendeu 258 mil unidades por terras do Tio Sam, no ano transacto. Estas estatísticas são produzidas pela Soundscan, que regista as vendas de álbuns, tanto nos Estados Unidos como no Canadá.
Está para breve o novo álbum dos suecos In Flames. Será o seu nono álbum de longa duração. O sucessor de Come Clarity, lançado em 2006 pela major Nuclear Blast não trará surpresas em relação à sonoridade. Pela audição do single Abnegation, deixa-se antever um registo semelhante ao anterior, sendo catalogado pela crítica como metalcore ou, por vezes, emocore. Distinção esta que, embora pejorativa, faz jus ao que nos trouxeram as vocalizações de Anders Fridén em Come Clarity, embora o quinteto não tenha nada a provar, pois já cá andavam antes de surgirem determinados estilos musicais, que a critica se apressou a colar-lhes desde Reroute To Remain.
Chegou às lojas, no passado dia 23 de Outubro, o primeiro registo de originais de Serj Tankian, vocalista e teclista dos System Of A Down.
Foi com a pausa intermitente dos descendentes de arménios que Serj se aventurou a solo, lançando um álbum quase inteiramente composto por ele – cerca de 85% do que se ouve em Elect the Dead veio da sua capacidade criativa.
Elect the Dead é rock alternativo, recheado de combinações Folk e até Jazz, dignas dos cinco álbuns dos S.O.A.D. É à fonte do disco homónimo deste quarteto que este álbum vai beber instrumentalizações e vocalizações (Praise The Lord And Pass The Ammunition é um grande exemplo). Contudo, Elect The Dead é mais cativante - leia-se pop - e intimista.
Através de todos os temas do álbum, deparamo-nos com interessantes transições de um eclodir instrumental frenético a refrões deveras pop e melódicos.
Este registo possui uma grande variedade de instrumentos, de realçar o piano, que Serj domina com grande sensibilidade melódica, e o violoncelo, mais perceptível e compreensível após algumas audições.
Aqui as letras de Serj, além de políticas e sociais, como se deixava prever, tanto pela sua carreira e projectos humanitários, como pelos primeiros singles de Elect The Dead - Empty Walls e The Unthinking Majority -, são, em algumas faixas, pessoais e intimistas, como em Feed Us, Lie Lie Lie ou Baby.
É com este álbum que Serj se afirma como um músico completíssimo e, é com este álbum, que, possuindo uma sonoridade semelhante à do quarteto de Toxicity, que Serj Tankian demonstra que muito do que nos chegou da banda de Los Angels foi fruto do seu poder criativo.
Elect The Dead foi quase inteiramente composto por Tankian, foi produzido por este no seu estúdio, em sua casa, e foi editado pela sua editora, a Serjical Strike.
Serj Tankian prova, neste seu primeiro trabalho a solo, o compositor eclético e criativo que é, e cimenta o seu estatuto como um dos melhores músicos da actualidade.
Quando o rock se alia à arte o resultado é Elect The Dead – uma obra-prima.
Letras – 8/10
Técnica – 8/10
Criatividade – 9/10
Vigor – 7/10
Avaliação geral: 8/10